15 de jan de 2016

Edição 2014/2015

       Nessa nova etapa, o projeto já contava com uma primeira noção de quem seria seu público e por onde deveria caminhar com as discussões e proposição de usos de fontes na prática do historiador. Durante o segundo semestre de 2014, realizamos oficinas com estudantes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, vinculados à Graduação e Pós-Graduação em História.
    Esse momento conciliou discussões sobre suposto teórico e metodológico referente à historiografia que se dedica a estudos envolvendo trabalhadores. A tentativa foi destacar os debates sobre noções e procedimentos bem como esmiuçar tais análises por meio da sua presença nas investigações sobre o Oeste do Paraná. Para tal, ressaltamos relações de poder marcadas por práticas violentas, que ora dividiam interesses e valores de trabalhadores ora se apresentavam, mesmo fora do universo do trabalho, marcadas por convívio/confrontos de classes.
        Em virtude das greves na Educação Básica e no Ensino Superior do Estado do Paraná no primeiro semestre de 2015 as discussões com os professores foram concentradas em uma ação na primeira semana de agosto, uma vez que anterior a isso estávamos envolvidos em enfrentamentos com o governo estadual frente às políticas voltadas para a educação e direitos dos servidores públicos.
    Deste modo, a atividade com os professores da rede pública de ensino foi promovido discutindo não só questões da temática proposta, mas valorizando a própria demanda dos profissionais (de várias áreas) vinculados aos Núcleos Regionais de Educação de Toledo e Assis Chateaubriand e a condição com a qual nos encontrávamos naquele momento.
     Portanto, associada a essa historicidade, destacamos nessa oficina a discussão de um texto que produzimos que versava sobre o uso de agrotóxico na constituição da ocupação do Oeste do Paraná e como essa prática se associava à expansão do agronegócio no país. Para tal, valorizávamos como documentação possível para ser trabalhada em sala de aula, a imprensa (radiofônica e impressa), entrevistas, índices estatísticos e legislação.



O que pensa sobre a utilização de fontes no ensino de história?

Como veem a relação ensino e pesquisa na formação do historiador?

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