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09/04/19

Edição 2018-2020

     A edição 2018-2020, propõe discutir a tematização base do projeto de extensão, isto é, "As fontes e o trabalho com as evidências: o ensino de história em discussão". A intenção é conseguir abrir o debate sobre nossas práticas de ensino e como o trabalho com as evidências norteia a produção do conhecimento histórico, ainda que lidemos, repetidamente, com investidas para um conhecimento histórico morto e inerte.
   Dito isso, destacamos atividades a serem realizadas valorizando o trabalho com as evidências,  desde o diálogo com blogs e proposições de aulas, a possíveis caminhos exploratórios dos livros didáticos e linguagens, particularmente, apresentaremos em nossas ações a produção de Encartes do projeto Trilhas da História. Os encartes permitem explorar o papel das fontes na evidenciação da realidade histórica a partir de tematizações recorrentes em sala de aula, continuaremos com essa atividade sugerindo como esse processo de análise das fontes em sala é parte essencial no processo  de ensino e aprendizagem em história. 
  O interesse em: estimular a investigação histórica, o debate sobre as intenções, visões e interpretações formuladas sobre processos históricos (e a revisitação destes) será motivador de oficinas, produções e diálogos com profissionais da área ao longo desse período.
   A ideia norteadora para esse biênio é permitir que, em tempos de questionamentos sobre nossa atuação social e pertinência da formação a partir da educação pública, possamos valorizar o ensino de história e o papel indispensável das fontes na produção do conhecimento histórico.
     


08/04/19

Edição 2016-2018

     A edição do biênio 2016-2018, "Memórias e Linguagens: o historiador e a escrita da história"  contou com a tentativa de discutir o papel das linguagens e das memórias na prática historiográfica. Nesse intuito, o trabalho com diferentes fontes (o que trouxe, também, a preocupação com a natureza distinta que possuem) contribuiu para tratar algumas investidas de análise e desafios na prática de investigação da história, não só teóricos e metodológicos, mas como as memórias e linguagens estão presentes (e são necessários) no ensino de história.

    Além disso, ressaltamos procedimentos investigativos que ganharam relevância nos últimos anos nessa direção. Esse debate foi sistematizado por meio de oficinas, colóquio e discussões via blog ao longo do projeto. Particularmente, em função da necessidade de visualizar essa integração entre novas linguagens no ensino de história e o debate sobre certos registros do passado, avaliamos nesse percurso como o uso de memórias e linguagens podem contribuir para dinamizar nosso trato da realidade histórica, partindo da materialidade das relações para então analisar a complexidade de sentidos e conceituações atinentes à historicidades e campos de investigação.



15/01/16

Edição 2015/2016

   Essa edição começou enfrentando as peculiaridades de um calendário pós-greve. Portanto, procuramos adequar as atividades e discussões à essa dinâmica de tarefas ordinárias de estudantes e professores. 
     No segundo semestre de 2015 realizamos oficinas com os estudantes da Graduação e Pós-Graduação em História, utilizando de produção cinematográfica (filmes e documentários) para propor a análise sobre as propostas fílmicas e as ações dos historiadores. Com esse interesse, avaliamos a) qual o projeto de produção (intenções), b) imagens produzidas sobre os sujeitos em cena (como discutimos e apresentamos os sujeitos históricos), c) eixo norteador da proposta (problemática que baliza investigações e produções) e d) que suposto teórico e metodológico fundamenta ações, intervenções e projetos.
    O trabalho com audiovisual permitiu aproximar a linguagem cinematográfica enquanto fonte possível para nossos debates e proposições, não só nas oficinas, mas para inseri-lo como parte importante dentre os materiais de diálogo em sala de aula e na abordagem de certas problemáticas investigativas. Discussões sobre o trabalho com entrevistas e imprensa, sobre noções de memória, uso do tempo histórico e diálogo com o nosso interlocutor foram pontos tangenciais dessa reflexão assim como o debate com textos para enfocar a relação interdisciplinar e as distinções de procedimentos de pesquisa e de formulação da problemática na escrita historiográfica (seja para a academia seja para outros espaços de atuação). Tudo isso trouxe novo fôlego para os encontros em que propusemos identificar caminhos metodológicos para chegarmos à reflexão do como e para que realizamos nossos trabalhos frente às dificuldades da escrita e inserção no trâmite historiográfico.
  Essa edição contribuiu para iniciarmos um novo momento do projeto, pautado na divulgação e ampliação do nosso contato com os profissionais de história. O que ganha efetividade agora pela página do "Em Evidências", pois consideramos que deste modo o contato e a possibilidade de socializarmos e pensarmos coletivamente sobre o uso e produção de fontes no ensino de história será mais qualitativo e mais desafiador frente ao universo de questões que nos intrigam e nos pressionam sobre a atuação e o que produz o historiador socialmente.






Edição 2014/2015

       Nessa nova etapa, o projeto já contava com uma primeira noção de quem seria seu público e por onde deveria caminhar com as discussões e proposição de usos de fontes na prática do historiador. Durante o segundo semestre de 2014, realizamos oficinas com estudantes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, vinculados à Graduação e Pós-Graduação em História.
    Esse momento conciliou discussões sobre suposto teórico e metodológico referente à historiografia que se dedica a estudos envolvendo trabalhadores. A tentativa foi destacar os debates sobre noções e procedimentos bem como esmiuçar tais análises por meio da sua presença nas investigações sobre o Oeste do Paraná. Para tal, ressaltamos relações de poder marcadas por práticas violentas, que ora dividiam interesses e valores de trabalhadores ora se apresentavam, mesmo fora do universo do trabalho, marcadas por convívio/confrontos de classes.
        Em virtude das greves na Educação Básica e no Ensino Superior do Estado do Paraná no primeiro semestre de 2015 as discussões com os professores foram concentradas em uma ação na primeira semana de agosto, uma vez que anterior a isso estávamos envolvidos em enfrentamentos com o governo estadual frente às políticas voltadas para a educação e direitos dos servidores públicos.
    Deste modo, a atividade com os professores da rede pública de ensino foi promovido discutindo não só questões da temática proposta, mas valorizando a própria demanda dos profissionais (de várias áreas) vinculados aos Núcleos Regionais de Educação de Toledo e Assis Chateaubriand e a condição com a qual nos encontrávamos naquele momento.
     Portanto, associada a essa historicidade, destacamos nessa oficina a discussão de um texto que produzimos que versava sobre o uso de agrotóxico na constituição da ocupação do Oeste do Paraná e como essa prática se associava à expansão do agronegócio no país. Para tal, valorizávamos como documentação possível para ser trabalhada em sala de aula, a imprensa (radiofônica e impressa), entrevistas, índices estatísticos e legislação.



14/01/16

Edição 2013/2014

          Durante essa edição, o trabalho da equipe foi promover a divulgação de intenções e atividades do projeto assim como iniciar os debates com profissionais da área de História em seus diferentes espaços de atuação. 
         De início, privilegiamos o universo acadêmico  da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, no Campus de Marechal Cândido Rondon-PR, realizando oficinas com estudantes da Graduação e Pós-Graduação em História, contando ainda com a participação de professores do Programa de Desenvolvimento Educacional). Posteriormente, avançamos para oficinas itinerantes, procurando o diálogo com professores vinculados ao Núcleo Regional de Educação de Toledo/SEED-PR. 
      A primeira edição contou como eixo norteador algo que era próximo ao público que iríamos conviver, o que não quer dizer que por isso seria algo desprovido de polêmicas e debates interessantes sobre o "projeto colonial e os empreendimentos agroindustriais no Oeste do Paraná". Primeiro por situá-lo historicamente na dinâmica do país, segundo porque muitos vivenciaram ou mesmo fizeram pesquisas e ministraram aulas envolvendo tal questão ou permeando temáticas que se inserem nesse bojo.
      Com isso, inserimos a relação presente e passado como eixo fundador da discussão, tentando valorizá-la como ponto de partida na produção de qualquer trabalho e/ou proposta envolvendo o conhecimento histórico.
       A edição "Problematizando o Oeste", promoveu a divulgação de acervos e fontes (contando com entrevistas, materiais da imprensa, autos processuais dentre outras documentações). Nessa proposta priorizamos a associação de temas tidos como locais, regionais e nacionais a partir de uma problemática de discussão, desmobilizando suas intersecções ( a vida na cidade interligada com o viver no campo, a produção agroindustrial associada ao processo de mudança nas relações de trabalho e expulsão no meio rural etc.). 
      O interesse foi compartilhar certas práticas de pesquisa e formulação de atividades, observando dificuldades e contribuições no trabalho com fontes ao tratar a formação e atuação do historiador.




Esse começo foi instigante para pensarmos as novas investidas do projeto...

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