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04/04/16



O Projeto de Extensão “Em Evidências: produção e uso de fontes no ensino de história” se constituiu, para mim, como um espaço riquíssimo de aprendizagem e reflexão sobre a construção do procedimento investigativo no campo da análise histórica. Nas edições anuais, orientadas por diferentes eixos temáticos, tive a oportunidade de enfrentar o desafio de problematizar diversos tipos de fontes (entrevistas, documentários, filmes, entre outros), discutindo as perspectivas presentes na produção das fontes e as imagens produzidas sobre os sujeitos e as relações de poder analisadas. As relações entre as discussões produzidas no Projeto e as pesquisas individuais dos participantes foram sempre estimuladas pelos coordenadores, permitindo que avaliássemos de que formas tais perspectivas e procedimentos de pesquisa se aproximavam ou se distanciavam do modo como interpretávamos e buscávamos tratar as evidências em nossas próprias investigações. Para além das benesses já indicadas, pude ponderar também, a partir das discussões propostas, sobre minha prática docente em uma escola pública estadual, delineando possibilidades de uso de fontes históricas na sala de aula. Em suma, a oportunidade de participar de todas as edições do Projeto se apresentou para mim como um presente, que me permitiu refletir e discutir com os colegas sobre temáticas extremamente pertinentes ao historiador e ao professor(a) de História.

Profª. Ms. Maria Cristina de Castro Pereira (IFPR)

11/03/16

De um modo geral os temas propostos com as discussões realizadas são, muitas vezes, provocativos, foram muito interessantes. Acredito que nesses encontros conseguimos nos expressar de uma maneira diferente em relação à sala de aula, justamente porque, no projeto, as discussões encaminhadas possibilitou que o espaço de debate percorresse não somente questões que permeavam o tema colocado em foco mas, também, a discutir e relacionar com as nossas pesquisas. De um modo particular, o que foi e é mais estimulante em todos os encontros é ter essa oportunidade de ouvir, pensar e discutir as nossas produções com os demais colegas e professores.

Janaína Rodrigues dos Santos - Mestrado PPGH/UNIOESTE
Março 2016

10/03/16

Daniela Melo Rodrigues

Participei do projeto Em Evidências, como aluna e bolsista, em duas de suas edições. O mesmo me auxiliou a analisar e olhar para as pesquisas dos colegas presentes e de demais autores, juntamente, com o observar a forma em que realizo minha pesquisa e produções.
Acredito que o debate sobre o uso de fontes serve como um incentivo a se iniciar uma pesquisa e continuar a mesma, com um olhar diferenciado sobre o que produzimos. Ganhei com os debates realizados um estímulo a pensar sobre a imagem que acabamos por passar, seja para aquele que lê ou acerca dos sujeitos que buscamos compreender. O analisar os diversos supostos teóricos, os tratamentos com as fontes, as problemáticas propostas por aqueles autores e suas produções (que foram sugeridas no projeto), indicou que é possível observar, sem deixar de debater, as dificuldades e vantagens que encontramos ao pesquisar.
É um projeto, que em minha visão, vai além da problemática proposta em suas edições, que acaba por buscar e pensar sobre como é possível abordar a mesma. Nos ajuda a refletir sobre a História e a historiografia, mesmo que por vezes não analisemos apenas trabalhos da área, podemos investigar quais são os caminhos dos historiadores e quais queremos construir.
Os debates são provocativos e auxiliadores, nos quais podemos visualizar a interpretação dos demais colegas presentes e nos colocar perante as obras e/ou fontes apresentadas (pesquisas, documentários, filmes, entrevistas, jornal, dentre outras). Acredito ser um dos momentos mais interessantes, quando ocorre na oficina, o debate acerca das fontes e produções daqueles colegas que se propõe a tal. Nessa etapa podemos compartilhar nossas impressões e pesquisas de uma forma mais clara e, juntamente, analisar sobre as diversas problemáticas existentes dentro do grupo presente no dia.
O projeto nos leva a desafiar o falar sobre as produções, a pensar sobre nossos caminhos, mesmo que por vezes os debates demorem a ocorrer, é interessante visualizar as diversas interpretações acerca de uma mesma fonte, um texto, um documentário ou filme, sobre seus respectivos procedimentos e noções. Portanto, pretendo continuar a participar do mesmo, pois acima do pensar as fontes no caminho dos historiadores, o projeto é uma troca de experiências, que abarca pessoas de diferentes conhecimentos, para que juntos possamos observar nossos caminhos dentro e fora do meio acadêmico.
Daniela Melo Rodrigues - História/UNIOESTE

Janeiro 2016

Tatiane Karine Matos

Participar das discussões propostas no decorrer do projeto foi algo que contribuiu significativamente para a construção das reflexões que desenvolvi, inicialmente, em meu trabalho de monografia como também na elaboração de meu trabalho de dissertação. Perceber o modo como os demais alunos que se envolveram no projeto abordam suas problemáticas de pesquisa e lidam com sua fontes, bem como analisar junto com o grupo as diversas fontes que compõem nossos trabalhos, foi a atividade que mais me ajudou a pensar e a lidar com o trato das fontes, as discussões me mostraram que as fontes não nos trazem respostas prontas, ao contrário, nos mostram as contradições que foram experimentadas nos processos históricos sobre os quais refletimos. E discutir essas contradições, embates, que enriquecem nossos trabalhos.

Tatiane Karine Matos - Mestrado PPGH/UNIOESTE

Fevereiro 2016

Andrey Tironi da Silva

Olá professores. Então, a respeito do projeto, no começo não sabia bem o que esperar, sabia que iríamos aprender a lidar apenas com fontes e como abordá-las em nossos futuros trabalhos, com o decorrer da oficina, percebi que ela se mostrou bem abrangente no que diz respeito ao uso da história oral, por meio de testemunhos recolhidos através de entrevistas, realizadas por diferentes cineastas nas produções de seus filmes. Me fez levantar algumas questões sobre quando for usar esse tipo de fontes, como por exemplo: como vou querer mostrar essas pessoas, que realidade vou querer passar, enfim, questões desse gênero, que me fizeram pensar a respeito. A experiência que tive por meio do contato com o projeto foi muito boa, pois ainda tinha uma noção meio vaga de como fazer uso de tais materiais na escrita historiográfica, e me motivou a pensar algumas questões durante as próprias aulas e a ver os documentários de uma forma diferente, um olhar crítico.

Andrey Tironi da Silva - História/UNIOESTE

Fevereiro 2016

Ernesto da Silva Júnior

Participei de duas edições do projeto.
Porque eu deveria participar novamente? Ou seja, qual a validade da participação para qualquer acadêmico?
Por serem atividades práticas e não ter dificuldade em trabalhar com qualquer pesquisa ou posicionamento.
O projeto foi aberto o suficiente, não somente em questão de posicionamentos interpretativos, mas até mesmo de cursos, como presenciei alunas de geografia colocando seus trabalhos para discussão.
Bastante provocativos, os encontros incitavam a reflexão sobre como nós acadêmicos estávamos narrando sobre as temáticas que nos ocupamos. Exatamente nesse ponto as fontes eram inseridas e a discussão surgia para avaliarmos o que estávamos fazendo com esses materiais e quais as propostas que tínhamos para trabalhar com os elementos que elegemos como "significativos". Nesse processo, foi possível pensar caminhos que melhor correspondiam às minhas expectativas, pois essa foi a impressão que tive do projeto, ser aberto à interpretação, assim como pensar o papel ocupado pelo material empírico no trabalho.
Em resposta à pergunta, acredito que essas discussões são fundamentais em qualquer ambiente e já que temos um espaço justamente para isso, a participação é válida e contribuitiva.

Ernesto da Silva Júnior - História/UNIOESTE

Fevereiro 2016

Daniel Freire

Meu nome é Daniel Freire, sou aluno do 2º ano do curso de História da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, no campus de Marechal Cândido Rondon.
Nos dois anos da graduação tive a oportunidade de participar do projeto chamado 'Em evidências', coordenado pelo Professor Carlos e pela Professora Sheille.
No primeiro ano, foi uma experiência bastante interessante. Pude, além de participar das discussões teóricas e expositivas, perceber uma possibilidade, em um segundo momento do projeto, que é o momento onde os colegas da graduação/pós-graduação disponibilizaram fontes (fossem elas um fragmento de jornal, uma entrevista oral, etc.) de suas pesquisas para discussão. Este segundo momento, em especial, me marcou bastante. Achei um momento muito importante, e pude ver que o projeto é uma ferramenta muito massa que propicia esta atividade.
Os colegas expuseram rapidamente uma espécie de "contextualização" de suas pesquisas e suas fontes, relatando como vinham se relacionando com ela dentro da pesquisa, e a partir disso, abriu-se para o diálogo sobre ela. Os alunos que sentiram-se instigados buscaram de alguma forma compartilhar com os colegas o que achava sobre a fonte, dificuldades que encontraram ao se relacionarem com fontes de mesma natureza, questionamentos sobre como os colegas lidaram com questões referentes à elas, etc. Eu, como um aluno de primeiro ano acanhado, não participei tão ativamente neste segundo momento do projeto, por vergonha, por medo, algo do tipo. Porém, enxerguei no projeto uma possibilidade para se dialogar e refletir sobre a atividade da pesquisa. Achei muito interessante e me senti muito instigado em no próximo ano disponibilizar algum documento para discussão também, referente à uma pesquisa que eu vinha pensando em realizar.
Eis que no segundo ano, lá estava eu novamente, e desta vez certo de que no segundo momento do projeto iria disponibilizar uma fonte para discussão e muito ansioso para ouvir os questionamentos/reflexões/apontamentos/tudo o que poderia vir, sobre a minha pesquisa/fonte (acho que o projeto vem bastante na direção de sanar essa sede de se ouvir interpretações/opiniões de fora, discutir/refletir nossas pesquisas).
Foi uma experiência que me marcou bastante. Ainda hoje tenho as anotações sobre os apontamentos que principalmente os professores coordenadores do projeto fizeram sobre a minha pesquisa. Me ajudou muito a refletir e avançar nos encaminhamentos iniciais dela.
Admito que agora, com a pesquisa mais 'madura', gostaria de disponibilizar uma nova fonte para discussão no projeto, buscando dialogar sobre algumas questões referentes à ela (e de novo ressalto, o projeto é uma ferramenta muito interessante para possibilitar este espaço de diálogo/reflexão sobre a atividade da pesquisa), porém, acredito que esta oportunidade deve ser cedida à todos os alunos, então, passarei a oportunidade para um aluno que ainda não tenha experimentado tal possibilidade (porém, entretanto, todavia, né? tô por aqui, entendeu? tenho fontes, tô disposto a ouvir/refletir, é nóis hehehe. E ah! tô esperando a discussão do documentário, hein?).
E aguardo a próxima edição, na qual com certeza estarei presente.

Daniel Freire - História/UNIOESTE

Fevereiro 2016

Lucas Eduardo Gaspar

Desde 2013, quando tive conhecimento do projeto, já me interessei pela sua proposta! Diferente de projetos que tratam somente da lida com fontes e/ou cursos que “contam a História” de determinados períodos ou eventos, a proposta do projeto “Em Evidências” parece ter dado um passo à frente. Logo no primeiro ano de projeto, quando estava no terceiro ano da graduação, tive a oportunidade de apresentar e discutir uma das minhas fontes de pesquisa. Me lembro que tal atividade não me proporcionou apenas lições valiosas sobre a lida com as evidências e a construção do conhecimento Histórico, foi também espaço de discussão,  em que pude expressar todas as minhas dificuldades e incertezas. Creio que as diferentes temáticas, dinâmicas, atividades e materiais diferenciados além da possibilidade de discussões, são alguns dos elementos que tornam o projeto “Em Evidências” um espaço essencial para o aprofundamento das análises e do ofício do Historiador.

Lucas Eduardo Gaspar
Mestrado PPGH/UNIOESTE

Fevereiro 2016

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