28 de nov de 2016

O que queremos com o passado no presente?

Ao ler a coluna de Luís Felipe Corrêa, dedicada aos duzentos anos de Varnhagen e a posição política que expressou em suas produções...

Consideramos as colocações de Corrêa inspiradoras para retomar a produção de Varnhagen e imagens que ficaram da sua atuação nos oitocentos, principalmente para propormos um debate sobre a relação presente-passado e as nossas motivações para a escrita historiográfica.
Partimos da seguinte indagação: até que ponto nos distanciamos da posição e procedimento utilizado por Varnhagen em sua escrita sobre a "história do Brasil" na produção historiográfica que promovemos na atualidade?

Sempre que retomamos suas obras (as quais você pode utilizar e analisar visitando o site do Instituto Histórico Geográfico Brasileiro - IHGB - https://ihgb.org.br), avaliamos como foram construídas para ser o acesso à gênese da nação brasileira, observamos um processo narrativo que se quer inconteste, sinônimo de uma descrição assertiva do passado, culminando com a nação que se erguia no Brasil Imperial. Essa entonação, que sugere produzir memórias como registro oficial de eventos, expõe a principal característica de suas obras; uma proposta de clarividência dos fatos a pontuar, particularmente, exaltando aquele universo social que o titulou e o consagrou para tal produção histórica. Esses são usos da escrita histórica que tentaram dissipar tensões e, no mínimo, distanciar (enquanto possibilidade histórica) a problematização do projeto de nação que se defendia com tal proposição naquele momento.

Falamos brevemente de Varnhagen para retomarmos uma questão que envolve o presente e o passado em nossas produções. Para tratar como utilizamos as documentações e produções históricas em nossas atividades... Pois, ao investigarmos processos históricos reconhecemos, nessa prática, o que validamos no presente quando decidimos por certos procedimentos e sentidos de história ao acessar o passado?

Comente e indique como avalia essa questão.


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