10 de mar de 2016

Daniel Freire

Meu nome é Daniel Freire, sou aluno do 2º ano do curso de História da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, no campus de Marechal Cândido Rondon.
Nos dois anos da graduação tive a oportunidade de participar do projeto chamado 'Em evidências', coordenado pelo Professor Carlos e pela Professora Sheille.
No primeiro ano, foi uma experiência bastante interessante. Pude, além de participar das discussões teóricas e expositivas, perceber uma possibilidade, em um segundo momento do projeto, que é o momento onde os colegas da graduação/pós-graduação disponibilizaram fontes (fossem elas um fragmento de jornal, uma entrevista oral, etc.) de suas pesquisas para discussão. Este segundo momento, em especial, me marcou bastante. Achei um momento muito importante, e pude ver que o projeto é uma ferramenta muito massa que propicia esta atividade.
Os colegas expuseram rapidamente uma espécie de "contextualização" de suas pesquisas e suas fontes, relatando como vinham se relacionando com ela dentro da pesquisa, e a partir disso, abriu-se para o diálogo sobre ela. Os alunos que sentiram-se instigados buscaram de alguma forma compartilhar com os colegas o que achava sobre a fonte, dificuldades que encontraram ao se relacionarem com fontes de mesma natureza, questionamentos sobre como os colegas lidaram com questões referentes à elas, etc. Eu, como um aluno de primeiro ano acanhado, não participei tão ativamente neste segundo momento do projeto, por vergonha, por medo, algo do tipo. Porém, enxerguei no projeto uma possibilidade para se dialogar e refletir sobre a atividade da pesquisa. Achei muito interessante e me senti muito instigado em no próximo ano disponibilizar algum documento para discussão também, referente à uma pesquisa que eu vinha pensando em realizar.
Eis que no segundo ano, lá estava eu novamente, e desta vez certo de que no segundo momento do projeto iria disponibilizar uma fonte para discussão e muito ansioso para ouvir os questionamentos/reflexões/apontamentos/tudo o que poderia vir, sobre a minha pesquisa/fonte (acho que o projeto vem bastante na direção de sanar essa sede de se ouvir interpretações/opiniões de fora, discutir/refletir nossas pesquisas).
Foi uma experiência que me marcou bastante. Ainda hoje tenho as anotações sobre os apontamentos que principalmente os professores coordenadores do projeto fizeram sobre a minha pesquisa. Me ajudou muito a refletir e avançar nos encaminhamentos iniciais dela.
Admito que agora, com a pesquisa mais 'madura', gostaria de disponibilizar uma nova fonte para discussão no projeto, buscando dialogar sobre algumas questões referentes à ela (e de novo ressalto, o projeto é uma ferramenta muito interessante para possibilitar este espaço de diálogo/reflexão sobre a atividade da pesquisa), porém, acredito que esta oportunidade deve ser cedida à todos os alunos, então, passarei a oportunidade para um aluno que ainda não tenha experimentado tal possibilidade (porém, entretanto, todavia, né? tô por aqui, entendeu? tenho fontes, tô disposto a ouvir/refletir, é nóis hehehe. E ah! tô esperando a discussão do documentário, hein?).
E aguardo a próxima edição, na qual com certeza estarei presente.

Daniel Freire - História/UNIOESTE

Fevereiro 2016

O que pensa sobre a utilização de fontes no ensino de história?

Como veem a relação ensino e pesquisa na formação do historiador?

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